
Na entrevista ao Expresso deste fim de semana Morais Sarmento entre muitos disparates diz que se não for rico aos 50 anos provavelmente se candidata a primeiro ministro.
"Uma noite, sentei a Beleza nos meus joelhos. E achei-a amarga. - E injuriei-a." Rimbaud


NA MANHÃ SEGUINTE CESARE PAVESE
NÃO PEDIU O PEQUENO ALMOÇO
Logo que desceu do comboio,
só, atravessou a cidade deserta,
entrou sozinho no desocupado hotel,
franqueou a porta do quarto individual,
e escutou com assombro o silêncio.
Dizem que levantou o auscultador
para chamar a alguém
nas é falso, completamente falso.
Como se houvesse alguém a quem chamar -
ninguém vivia na cidade, ninguém no mundo.
ingeriu a água, as pequenas drageias,
e esperou a chegada do sono.
Com um certo receio pela sua saúde -
tinha pela primeira vez firmado a sua existência -,
talvez curioso, com amolecidos gestos,
sentiu chegar o peso das pálpebras.
Horas depois - um enigmático sorriso
desenhava-lhe os lábios -
a si mesmo anunciou, convictamente,
a única certeza que no fim tinha adquirido:
jamais voltaria a dormir só num quarto de hotel.
Juan Luís Panero

Ontem desloquei-me à ordem dos arquitectos onde Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus apresentaram, numa sessão pública o seu projecto de construção de um edifício de habitação e comércio no Largo do Rato, em Lisboa.
Fui com alguma expectativa, já que o que tinha lido apresentava o edifício como uma coisa que se devia evitar construir a todo o custo.
Depois do projecto de arquitectura ter sido aprovada em 22 de Julho de 2005 a proposta de emissão da licença de construção apresentada por Manuel salgado em 30 de Julho foi chumbada por todos os membros da oposição, alguns dos quais tinham já aprovado o projecto de arquitectura.
O Instituto Português do Património Arquitectónico, IPPAR (hoje Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) considerou o projecto «urbanisticamente favorável» e propôs a sua aprovação.
Na sala estavam mais que 400 pessoas entre os quais Helena Roseta e Manuel Salgado.
Os autores explicaram o projecto, e mais tarde defenderam-se das criticas que alguns dos presentes lhes fizeram, nomeadamente sobre a altura do edifício sobre a monumentalidade que lhe atribuem e sobre a sombra que projectará na sinagoga dois edifícios mais ao lado.
Devo dizer que poucas vezes assisti a um debate com a qualidade deste.
Das criticas que foram feitas - a maioria gostava do projecto- defenderam-se os arquitectos não só com a lei - altura das cércea-, como com a qualidade do edifício, o porquê do seu revestimento a pedra, a razão porque o levantaram do chão, etc.
Considerei que defenderam muito bem a sua proposta e saí dali convencido que aquele edifício enriquece a cidade de Lisboa.
No entanto, a determinada altura começou a criar-se a ideia que o edifício a ser ali construído deveria ser uma “coisa” que seria criada à medida que as pessoas iam fazendo sugestões. Uma dizia que o edifício deveria ter menos pisos, outros que não deveria ser tão grande, outros que se deveria ali reconstruir a pequena escala do mamarracho que lá está. Enfim, mas pessoas não percebem que um debate sobre um edifício não é para se fazer um edifício de acordo com o gosto da maioria.
Os arquitectos devem antes de o projectarem ouvir a cidade para que o que aí construírem seja também uma obra saída da discussão. Mas depois disso devem ser os arquitectos que têm a responsabilidade de criarem um edifício de acordo com a sua sensibilidade e qualidade estética.
Para certificarem a qualidade arquitectónica lá estarão os serviços da câmara que devem ser compostos por pessoas sérias, isentas e idóneas.
Quero eu dizer que a discussão deve ser democrática mas a decisão tem de ser de quem assina o projecto.
Depois o reconhecimento público de uma carreira na arquitectura é feita pela quantidade de projectos em que os arquitectos souberam interpretar o sentir colectivo.
O debate durou três curtas horas e saí a pensar :porque será que só as grandes obras suscitam discussão, já que todos os dias se constroem prédios horríveis em Lisboa e sobre eles não se escreveu uma linha.




A revista Ler trouxe-nos outra vez bons artigos, mas também nos trouxe uma entrevista com Margarida Rebelo Pinto. Não percebo o interesse numa entrevista de uma escritora que foi desmascarada por João Pedro Jeorge em Maio de 2006 num livrinho que guardo, e em que é feita a maior desmontagem de uma fraude, que já li, em relação a um conjunto de livros de uma escritora que vendia muito em Portugal.
Não se tratava de saber que Rebelo Pinto escrevia bem ou mal, mas de mostrar que a autora não só copiava textos seus, de outros livros, mas também de livros que não lhe pertenciam. Não eram as ideias que a mulher copiava, era o texto. Estávamos perante uma fraude e apesar da autora ter tentado através do Tribunal que o livro – Couves & Alforrecas - não fosse publicado, a verdade é que não li em lado nenhum a refutação às criticas que João Pedro lhe fez, apenas indignação. Em boa verdade não podia MRP vir dizer que aquilo que era lido em “Pessoas Como Nós” não vinha também escrito em “Alma de Pássaro” ou no "Sei Lá" já que era facilmente demonstrável.
Foi assim que se ficou a saber que a MRP era um embuste.
Daí que se pergunte que interesse pode ter a reviste Ler numa impostora.
Se dúvidas houvesse em relação ao carácter da entrevistada bastava ler como ela reage à pergunta fatídica: “Ele diz que há parágrafos integrais transpostos de uns livros para outros” e MRP entre ter desligado o gravador que registava a entrevista, ter dado a entrevista por acabada, ter dito uma coisa e o seu contrário, nada faltou.
Não devia estar à espera que tudo fosse publicado na entrevista.
É de facto uma mulher sem nenhum interesse, e não percebo o critério editorial que entrevista e põe uma impostora na Capa de uma revista de livros.
Pois é, não há coincidências.


Dos Jornais




Soy mi cuerpo.
Y mi cuerpo está triste,
está cansado.
Me dispongo a dormir una semana, un mes;
no me hablen.
Que cuando abra los ojos
hayan crecido los niños
y todas las cosas sonrían.
Quiero edjar de pisar con los pies
desnudos el frío.
Echenme encima todo lo que tenga calor,
las sábanas, las mantas, algunos papeles y recuerdos,
y cierren todas las puertas para que no se vaya mi soledad.
Quiero dormir un mes,
un año, dormirme.
Y si hablo dormido no me hagan caso,
si digo algún nombre, si me quejo.
Quiero que hagan de cuenta que estoy enterrado,
y que ustedes no pueden hacer nada hasta el día de la resurrección.
Ahora quiero dormir un año, nada más dormir.
Jaime Sabines

a “directiva do retorno” hoje aprovada no Parlamento Europeu sob a influência de Berlusconi e Sarkosy enche de vergonha os democratas do Mundo inteiro.
Bastava que os Países da América Latina aprovassem legislação semelhante e veríamos o que aconteceria a Países como Portugal, Grécia, Espanha e Itália.

nos jornais de hoje vem a notícia que Mário Soares regressa à Televisão com um programa em que entrevista figuras conhecidas, e vai começar com Hugo Chavez. O tom e o texto das noticias que li, é critico relativamente ao personagem que Soares escolheu para entrevistar, e eu aqui já tinha dito o que penso acerca dele.
Outra noticia de hoje, dizia respeito à operação – que a imprensa italiana chama de “salva primeiro-ministro” -que Berlusconi lançou em Itália, querendo aprovar uma lei que dá imunidade aos cinco principais responsáveis eleitos, incluindo o primeiro ministro, fazendo revogar leis que permitem que seja julgado por crimes de que é acusado. O objectivo é, por um lado, não poder ser julgado enquanto for primeiro ministro e enquanto primeiro ministro revogar leis que hoje lhe permitem ser julgado, de modo a que quando acabar a legislatura não o possa ser. Maquiavélico não é?
O tom crítico das noticias referem-no os jornalistas italianos, já que os jornalistas e analistas portugueses em relação a Berlusconi nunca tomam posição.
Será porque acham a figura de Berlusconi melhor que a de Chavez?

Não conhecia nada da obra de Vitorino Magalhães Godinho. Claro que já tinha ouvido falar da sua “Expansão Quatrocentista Portuguesa” e da sua dimensão humana, mas nada mais do que isso.
Com o aparecimento da nova edição, revista e aumentada, tive oportunidade de de ler alguns artigos e entrevistas que falavam da sua carreira ,das suas lutas, e das suas convicções.
O JL na comemoração do seu 90º aniversário, entre outras homenagens, publica uma entrevista em que Magalhães Godinho diz coisas normais que toda a gente já sabe como, “ na verdade, os portugueses não estão interessados em coisas novas.Gritam, barafustam muito mas só querem que fique tudo na mesma.” e coisas extraordinárias como esta resposta à pergunta:
Está desencantado com o rumo da democracia em Portugal?
Não só em Portugal. O mundo actual defronta-se com problemas muito graves de que as pessoas não têm consciência precisamente porque são incultas e porque não estudaram história. Os regimes políticos que no pós II Guerra Mundial, se tinham construído sobre uma base democrática retrocederam de modo que o processo de democratização não se completou. Quando se fala em Estado de Direito não se diz absolutamente nada. Lamento muito mas o nazismo era um Estado de Direito. Votar sem opções verdadeiras, sem discussão nacional, sem consciência, não é Democracia. Aliás basta ver que foi aprovado um Tratado para a Europa sem ouvir os cidadãos e ratificado um incrível Acordo Ortográfico contra os pareceres competentes e o sentir das populações. Como tal não estamos em Democracia em nenhum país. Nem sequer é um ideal porque todos os objectivos estão voltados para o mercado, que é o único valor. Precipitámo-nos para actividades económicas que nos encaminharam para becos sem saída. Todo o processo económico está estrangulado que o mundo é dirigido por grandes redes em relação aos quais os governos não têm qualquer poder, como se vê agora com os preços do petróleo. Dizem-nos que não pode haver emprego que não seja precário? Quem diz isso não ganha 400 ou 500 euros nem tem empregos precários. As políticas ditas neo-liberais fracassaram, desembocando o Mundo numa crise de incalculáveis dimensões, mas certamente estrutural. A orientação do equilíbrio das contas públicas não integradas num planeamento económico que vise o bem público não evita essa derrapagem. Lembre-se que Salazar saneou as finanças, chegando a obter superavite – e o que tivemos depois? 40 anos de atraso do país. Além do fracasso das democracias e do triunfo de uma economia da desigualdade, defrontamo-nos com outro problema crucial: o fanatismo religioso e o ataque à laicidade. Volta-se à obsessão da tradição como combate à modernidade, violando-se direitos humanos essenciais. Esse enquistamento de doutrinas e práticas que consideraríamos absoletas ateiam vagas de extrema violência tornando insuportável a vida quotidiana. Porque não voltamos à utopia?
O dono destas ideias e desta lucidez tem noventa anos e poucos portugueses o conhecem.
E Portugal precisa tanto destes jovens.
Parabéns pelo aniversário, e que faça muitos.
acabo de ver um dos melhores espectáculos da época, e não falo só em espectáculo desportivo.
sem nenhum interesse pela polémica que se levantou a propósito da Feira do Livro, lá fui como em todos os anos, à procura de livros, que noutras alturas vai faltando tempo. 


Não discuto se sou feliz ou não.
Mas de uma coisa faço por lembrar-me sempre:
Que nessa grande soma - a deles, que eu detesto -
De tantas e tantas parcelas,
não sou uma delas.
Eu nunca fui contado
Para a soma total.
Esta alegria basta
CONSTANTIN CAVAFY






Pergunta Jorge Lima Alves do Expresso.
O que sente em relação aos quartetos que tocam toda a vida o mesmo tipo de repertório clássico...Haydn, Beethoven ou Bartok... para só dar três exemplos?
David Harrington líder o Kronos Quartet responde assim :
No mundo há espaço para todos os tipos de pessoas e todos os tipos de quartetos de cordas. Eu faço exactamente o que gosto de fazer e não quero nem devo dizer a ninguém o que fazer. Cabe a cada um encontrar o seu caminho para a felicidade. Para mim a vida não seria tão interessante se eu não pudesse estar sempre a descobrir novas músicas e formas diferentes de abordar o meu trabalho. Mas isto sou eu, se calhar outros diriam: “Se eu não pudesse tocar Beethoven todos os dias, não me sentiria vivo.”.
É uma resposta de grande sabedoria.
Bob Geldof afirmou numa conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, em Lisboa, que “Angola é gerida por criminosos” e adiantou que “as casas mais ricas do Mundo estão a ser construída na baía de Luanda, e são mais caras do que em Chelsea e Park Lane".
Como se vê, não disse nada que já não soubéssemos.
E se se percebe que o Bes que co-organizou a conferência, tenha vindo a demarcar-se de forma categórica destas afirmações, em razão dos grandes interesses económicos que tem naquele País, já a reacção Angolana veio confirmar o que o Bob Geldof disse, e que nós já sabíamos.
Dizem as autoridade Angolanas que o Bes é também responsável por aquelas afirmações porque deve saber quem convida. Por outras palavras vem o Governo Angolano dizer que só se devem convidar conferencistas se se puder condicionar o que vêm dizer.
E a imprensa Angolana fez o mais fácil. Acusa Bob de ser um “comediante de quinta categoria” e “farsante”, insinua que poderia estar alcoolizado quando proferiu "os seus vómitos" e identifica-o como o “espertalhaço que fez concertos rock para matar a fome ao mundo, mandou uns bagos de jinguba para África e o resto foi para outros bolsos mais selectos”.
A avaliar pelo que diz a Agência Lusa sobre a filha de José Eduardo dos Santos
Isabel dos Santos tem sido uma importante parceira no mercado angolano para os investidores portugueses, entre os quais alguns dos principais grupos nacionais, como a PT e Amorim.
É o caso da principal empresa de telemóveis do país, UNITEL, na qual a PT e o grupo empresarial GENI, onde Isabel dos Santos tem participação, detêm, cada, 25 por cento do capital.
O grupo Amorim tem sido, nos últimos dois anos, um outro parceiro privilegiado da filha de José Eduardo dos Santos.
Em termos financeiros, criaram o Banco Internacional de Crédito (BIC), actualmente o quarto maior do país, mas aquele que mais tem crescido, detendo cada um 25 por cento do seu capital.
O BIC iniciou a sua actividade há pouco mais de 20 meses e tem já resultados acumulados de 38 milhões de dólares (29,2 milhões de euros) e prepara-se para investir 35 (26,9 milhões de euros) a 40 milhões de dólares (30,7 milhões de euros) para construir um edifício de 25 andares na baixa de Luanda, onde irá albergar os seus serviços centrais, bem como as empresas do grupo.
Ambos tornaram-se nos novos sócios da Nova Cimangola, desde a saída da Cimpor do mercado angolano.
De acordo com o semanário Expresso, não foi muito clara a retirada da cimenteira portuguesa que detinha pouco mais de 40 por cento na Cimangola e várias vezes mostrara vontade em aumentar a participação, ao que as autoridades angolanas sempre se opuseram.
Depois, o governo de Angola resolveu comprar os 40 por cento da Cimpor por 74 milhões de dólares (56,2 milhões de euros) com um empréstimo do BIC, de Isabel dos Santos e Américo Amorim, entregando posteriormente essa participação … Ciminvest, que a imprensa independente angolana atribui à filha mais velha do chefe de Estado angolano e ao grupo Amorim.
O semanário Expresso revelou recentemente que Américo Amorim e Isabel dos Santos também são sócios da Galp.
Quem também tem negócios com Isabel dos Santos é o Banco Espírito Santo Angola (BESA) que em 2006 tinha dez por cento do mercado bancário angolano.
A estrutura accionista do BESA é liderada pelo Grupo Espírito Santo, que possui 79,96 por cento do capital, tendo como principal parceiro o grupo empresarial GENI, com 20 por cento do capital do banco.
Outra empresa portuguesa que mantém uma relação estreita com Isabel dos Santos é a Iduna, especializada em mobiliário de escritório, que em Abril/Maio deste ano irá inaugurar uma unidade de produção em Luanda, num investimento de 2,5 milhões de dólares (1,9 milhões de euros)...
...Licenciada em engenharia informática em Londres, Isabel dos Santos iniciou-se no mundo dos negócios há dez anos com a concessão em monopólio da limpeza e saneamento de Luanda com um contrato de dez milhões de dólares (7,6 milhões de euros) por ano.
Além dos petróleos, a filha de José Eduardo dos Santos também tem interesses no outro grande recurso natural de Angola, os diamantes.
Na actualidade, e de acordo com o Semanário Angolense, Isabel dos Santos também é sócia da Sagripek, uma empresa agro-industrial."
Bob tem razão.Isto tudo numa mulher de 34 anos e filha de um guerrilheiro?
De onde lhe virá tanta riqueza?
E eu, que não bebo , não sou comediante, não gosto de Rock nem organizo concertos, tenho a mesma opinião do Bob Geldof.
Pobre povo Angolano.

Abril, sem tua presença clara, era
um inverno de frouxos resplendores;
mesmo que abril não te abra suas flores,
tu sempre exaltarás a primavera.
Tu és a primavera que se espera:
rosa dos caminhos interiores,
brisa dos secretos corredores,
lume que a oculta encosta esmera.
Que paz, quando, na tarde misteriosa,
abraçados os dois, teu riso erisa
o jorrar de nossa única fonte!
Meu coração colherá tua rosa,
sobre meus olhos brotará tua brisa,
tua luz dormirá na minha fronte...,
Juan Ramón Jiménez
Antologia da Poesia Espanhola Contemporânea
1. A entrevista que hoje é dada no Publico por António Cunha Vaz dono de uma agência de comunicação é a coisa mais miserável que li nos últimos meses.2. Santana Lopes vai regressar. Quando pensávamos que já nos tínhamos visto livre de semelhante personagem mas, ei-lo que volta, garboso, cheio de ideias velhas, disponível para o combate (leia-se poder). De ideias nada, para que é que isso interessa, como se nós não o conhecêssemos.
Ah, e deve vir com aquela grande figura da democracia portuguesa, Rui Gomes da Silva.
3. Jardim esteve quase a candidatar-se a Presidente do PSD, só não o fez, porque, esperto, queria que toda a gente desistisse a seu favor e contra Manuela Ferreira Leite. Como sabe que a mulher não é querida no partido, garantia assim a vitória. Mas como Santana se candidata fica sem a certeza de poder ganhar e assim prefere não concorrer. Bom era que fosse como na Madeira, mas nada é. É pena que não ganhe no Partido, para que depois de submetido a eleições gerais, os Portugueses pudessem dizer o que acham de semelhante criatura.

O que se está a passar com o Boavista, mais não é, do que o resultado da gestão da família Loureiro.
Vendido o património num local dos mais caros da cidade e com uma divida de 80 M€ João Loureiro libertou-se do encargo para um Presidente que sem saber nada sobre o clube, se entrega a aventuras dignas de um filme cómico, e apresenta um “empresário” capaz de salvar o clube.
Antigo trolha,com menos de 30 anos e com interesses na área da Banca e do Petróleo ( o que quererá isto dizer?) todos os jornais fazem eco desta noticia, e não acham estranho que semelhante criatura, tenha tanto dinheiro para investir num clube falido.
O negócio – apresentado como salvador da situação de insolvência em que o clube se encontra – previa a injecção de 38,5 milhões de euros durante seis anos, em troca dos direitos sobre o passe de dez jogadores, o nome do estádio, a publicidade nas camisolas ou os direitos de transmissão televisiva.
Mas quem é Sérgio Silva o misterioso milionário como lhe chamou a imprensa. É o mesmo homem que faltou a uma audiência no 2.º Juízo Criminal do Tribunal Judicial de Viana do Castelo, a 4 de Maio de 2005, na qual deveria sentar-se na condição de arguido, por ter passado vários cheques sem cobertura.
“Proclamando-se proprietário de uma empresa sediada em Londres, a Castle Shore, Sérgio Silva é conhecido em Viana do Castelo por ter trabalhado no ramo da pintura de edifícios. E não foi em Viana do Castelo que construiu a fortuna que lhe permite injectar tantos milhões nos cofres do Bessa, isto porque, nas últimas declarações de IRS entregues ao Estado, referentes a 2003 e 2004, Sérgio Silva apresentou rendimentos inferiores a cinco mil euros anuais e sempre no ramo de actividade pintura de construções e colocação de vidros.” do JN
Foi detido e está com uma medida de coacção.
Entretanto foi publicada a auditoria que relata a gestão dos Loureiros que pode ler aqui.
Os jogadores do clube ameaçam greve e continuam sem receber.
Uma coisa é certa, existe uma pessoa comum a todas estas Direcções do Boavista, que é o inefável José Lello. Que saberá ele?


O Teatro da Cornucópia tem levado à cena alguns dos grandes clássicos de todos os tempos, de Shakespeare, a Gil Vicente, de Tchekov a Strindberg, Beaumarchais, Lenz, Hölderlin, Kleist. É um teatro de intervenção e por isso abordou alguns trabalhos dos dramaturgos de escrita mais radical do século XX como Beckett, Orton,Edward Bond, Pasolini, Botho Strauss, Genet, Gertrude Stein, Lars Nóren, Brecht, P. Handke, e Fassbinder.
A sua intervenção no espaço Português e o seu prestigio nos palcos internacionais têm feito mais pelo Teatro Português que todos os Ministros da Cultura.
Em cena e estreado há poucos dias está Don Carlos, Infante de Espanha.
Don Carlos é um drama histórico que recria o reinado de Filipe II de Espanha, despótico e repressivo e que se opunha aos valores da liberdade.
O Rei casa com Isabel de catorze anos, na sequência de um tratado de paz assinado entre os dois países em 1559.
Isabel de Valois era filha do rei Henrique II de França e de Catarina de Médici.
O amor do príncipe D. Carlos filho de Filipe por aquela que se tornou sua madrasta torna-se impossível. Don Carlos e o amigo Rodrigo, Marquês de Posa, querem impedir a repressão violenta da revolta na Flandres. São perseguidos como rebeldes pela Inquisição sempre presente. Rodrigo amigo intimo, quase irmãos, sacrifica-se por Don Carlos. O Rei vive dolorosamente a contradição entre os valores de Estado e a sua natureza humana.
Pressentem-se no texto, datado de 1787, os valores da Revolução Francesa - liberdade, igualdade, fraternidade.
A peça é de grande riqueza nos diálogos e com muito boas interpretações, Rita Durão no papel de Isabel de Valois, está soberba.
Pena é que os cenários sejam excessivamente despojados.
Mais uma grande noite de Teatro, que a Cornucópia teima em nos oferecer.
Autor Friedrich Schiller
Encenação Luís Miguel Cintra
Elenco Duarte Guimarães, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luís Lucas, Márcia Breia, Nuno Lopes, Rita Durão, Rita Loureiro e Sofia Marques
Cenografia e Figurinos Cristina Reis

Quando um jornal aceita fazer uma entrevista assim, pergunto que interesses prossegue, se os do leitor se outros.
Só faltou saber se Jardim pagou a entrevista, sob forma de publicidade paga.
Porque será?
Esperava ler a noticia ao contrario que era o Banco de Portugal a querer transparência e o Banco segredo.
Porque será?
Ele sabe, que se não está a fazer uma coisa ou outra, é julgado, e provavelmente irá assistir ás eleições numa cela. Onde alias, deveria estar.
Não sei que tomadas de posição, que ideias, que comportamentos de Jaime Gama indiciavam, que os homens não se gostavam.
Há varias causas que procuram explicar este fenómeno mas a verdade é que de acordo com dados da FAO a produção em 2004 de cereais por hectare era de 3,3 toneladas e em 1990 era de apenas 2,74 toneladas.
Numa década a produção aumentou mais de meia tonelada por hectare, sendo que a população está a aumentar muito devagar. Não é assim por falta de produção de cereais que há pessoas a morrer. É pela sua distribuição.
Ainda assim e de acordo com o relatório da OCDE os países mais desenvolvidos do Mundo não estão a contribuir com o que se comprometeram para, entre outras coisas, erradicar a pobreza Mundial até 2015. Portugal reduziu em 22 milhões de euros a ajuda em 2007. De acordo com o Governo este desinvestimento deve-se à necessidade de combater o défice.
Apesar disto mantém o apoio militar numa guerra que não é nossa.
Prioridades.
começaram a ser julgados no Tribunal de Monsanto 36 shinheads.
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira

Manuel Pinho nega ter prejudicado a Goldman Sachs por causa das críticas de António Borges enquanto militante do PSD à forma como foi conduzida a mudança da presidência da EDP.O ministro é acusado de ter cancelado os contratos do Governo com este Banco de Investimentos de que António Borges era Vice-Presidente.
No artigo que Pacheco Pereira escreveu no Publico de ontem, vem reforçar a ideia que sempre defendeu, que a invasão ao Iraque se justificava, e que apesar da condenação da opinião publica Mundial sobre a guerra e os seus motivos,ele continua a achar a invasão e a guerra muito bem.Nem os Americanos que estiveram de acordo com a invasão são hoje tão categóricos.
Mas há motivos para me admirar desta atitude ?
Não, não há. É Pacheco igual a si próprio, nunca se engana,e quanto mais é desmentido pelos factos, mais ele os nega, numa atitude de superioridade intelectual própria de quem acha que o seu umbigo é o centro do Mundo.
Detesta ter uma só ideia que seja uma ideia da maioria das pessoas. Se fosse maioritário o apoio à guerra Pacheco defenderia o contrário.
São assim diferentes estes "intelectuais". O que Pacheco Pereira tem para vender são ideias, e ele trata-as como mercadoria. Só tendo mercadoria diferente a pode vender nos jornais e nas televisões, e desdobrar-se em entrevistas, artigos de opinião e em programas. Onde se discute uma ideia lá está o Pacheco.
É mais um especialista em assuntos gerais. Se assim não fosse quem saberia quem é Pacheco Pereira?